terça-feira, 21 de março de 2017

Deputado Augusto Cesar ocupou a tribuna da Alepe para buscar esclarecimentos sobre as obras de construção do Campus do Curso de Medicina na UPE em Serra Talhada.


Nesta terça-feira (21/03), o deputado Augusto Cesar ocupou a tribuna da Alepe para buscar esclarecimentos sobre as obras de construção do Campus do Curso de Medicina na UPE em Serra Talhada.


Confira, abaixo, na íntegra, o pronunciamento:

"Senhor Presidente, 
Senhores Deputados, 
Todos os presentes.

Ocupo a tribuna na tarde de hoje para tratar sobre a construção do Campus da UPE no município de Serra Talhada.

É lamentável saber que atualmente as obras encontram-se paradas por falta de pagamentos à construtora contratada.

O curso de Medicina do Campus Serra Talhada pertencente ao Multicampi Garanhuns e teve o início de suas atividades em meados de agosto de 2013. Para funcionamento, tem sido utilizado o espaço da Autarquia Educacional de Serra Talhada, aguardando a finalização da obra no Campus, que já teve seu prazo esgotado, ou seja, já deveria ter sido concluída.

Estamos em Março de 2017 e a obra além de não ter sido concluída, encontra-se parada.

A situação torna-se ainda mais séria, preocupante e alarmante quando chegamos aos números:

Em 2015, foi orçado pelo Governo o Valor de 1 milhão e meio para a obra. Deste valor, foi faturado exatamente 1 milhão, 250 mil, 814 reais e 64 centavos. Porém, só foi repassado para o Grupo Natal, a construtora responsável, 635 mil, 357 reais e 47 centavos. Ou seja, foi repassado apenas 50,8% do que foi faturado no ano.

Ano passado, em 2016, a situação foi agravada. Foi orçado 2 milhões de reais pelo governo. A construtora gastou um total de 1 milhão, 540 mil, 204 reais e 98 centavos e pasmem: só foi repassada pelo governo para a construtora a quantia de 494 mil, 865 reais e 4 centavos referente ao ano, resultando em um repasse de 32,13% do que deveria ter sido repassado.

O Governo resta pagar ainda 846 mil, 440 reais e 34 centavos. Razão pela qual inviabiliza a continuidade da obra pela atual construtora.

Caros colegas isso é alarmante. É um verdadeiro absurdo.

O governo tem que se pronunciar a respeito. As obras não podem ficar paradas. Esses números precisam ser explicados.

A educação precisa ser prioridade neste país. Enquanto não tivermos investimentos e compromissos firmados e cumpridos com o setor educacional não teremos melhorias, nem desenvolvimento. Professores precisam ser valorizados e respeitados. Alunos precisam ter o mínimo de condições dignas para formação. Precisamos tratar estes assuntos com seriedade, urgência e empenho. A população não suporta nem merece mais tanto descaso.

Portanto, solicitamos com urgência esclarecimentos por parte do governo do Estado sobre esta situação e a retomada das obras do Campus da UPE em Serra Talhada.

Sabemos a importância da interiorização do conhecimento, principalmente num curso como o de Medicina.

Essa interiorização traz uma série de impactos importantes para os municípios. Há geração de renda e emprego, mais serviços e estrutura são criados no entorno das universidades, além da perspectiva de fixar as pessoas na região. É importantíssima a descentralização do ensino superior. É uma potencialização das vocações regionais.

Não podemos ficar de braços cruzados. Nós, o governo, as instituições e a sociedade precisam atuar de forma conjunta para que sonhos se tornem realidade e o desenvolvimento e a educação cheguem a todas as regiões.

Muito obrigado!"

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