Um aumento de 18,86% no preço do diesel, desde o final de fevereiro, impulsionado pelos efeitos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no mercado global de petróleo, levou caminhoneiros e entidades do setor a ameaçarem uma nova paralisação nacional, ainda sem data.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) declarou apoio ao movimento e cobrou providências do governo federal para conter o que classifica como aumentos abusivos.
A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam) lideram as discussões. Segundo o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, uma assembleia com representantes de diversos estados deu aval para a paralisação.
O governo federal acompanha a mobilização e reconhece o risco de greve. Na tentativa de aliviar a pressão, o Planalto anunciou, na última quinta-feira (12/3), que iria zerar as alíquotas do PIS e Cofins para o diesel. Apesar disso, o preço do combustível nas refinarias foi reajustado em 11,6% pela Petrobras logo em seguida.
Metrópoles
