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Justiça manda bloquear R$ 600 mil de contas do Sindicato dos Policiais Civis por causa de greve ilegal


Justiça manda bloquear R$ 600 mil de contas do Sindicato dos Policiais Civis por causa de greve ilegal

A Justiça de Pernambuco determinou o bloqueio de R$ 600 mil em bens da conta do Sindicato dos Policiais Civis (Sinopl). A categoria está em greve por tempo indeterminado. O TTJPE afirmou que a medida foi tomada por descumprimento de uma decisão anterior, que considerou o movimento ilegal.

Nesta quinta, a paralisação completou três dias. O movimento foi deflagrado, na noite de segunda (14), após uma passeata no Recife. O movimento desafia uma determinação anterior da Justiça, que tinha ordenado o pagamento de multa diária de R$ 300 mil.

O bloqueio de bens do sindicato foi determinado pelo desembargador Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes, na noite de terça (15).

O magistrado também ordenou o bloqueio de dez salários mínimos, o equivalente a R$ 12.120, do sindicato, “por litigância de má-fé”.

Além disso, mandou bloquear o mesmo valor da conta do presidente e representante legal da entidade, João Rafael de Oliveira Mendes Cavalcanti. Essa determinação é referente a uma multa por “ato atentatório à dignidade da justiça”.

A decisão, segundo o tribunal, atende a um pedido de cumprimento de sentença apresentado pelo governo de Pernambuco na ação que move contra o Sinpol.

O TJPE disse, ainda, que houve três decisões de ilegalidade do movimento com aplicação de multa, sendo a última do dia 9 de fevereiro.

“Com a deflagração da greve, o sindicato descumpre a decisão do TJPE que proíbe quaisquer mobilizações que causassem a paralisação ou o prejuízo das atividades de segurança pública desempenhadas pela Polícia Civil, consideradas essenciais”, afirmou o TJPE.

Ainda de acordo com o tribunal, o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) é de que “greves e paralisações de qualquer natureza na segurança pública são ilegais”.

Na sentença, o desembargador Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes disse que "o sindicato e o seu presidente foram reticentes e fizeram pouco caso das hialinas ordens judiciais vedando qualquer forma de mobilização que acarrete paralisação ou prejuízo das atividades essenciais desempenhadas pelos policiais civis, independentemente da denominação atribuída ao movimento".

O desembargador também considerou que o descumprimento configura "um verdadeiro atentado ao Estado de Direito, cabível o início do cumprimento provisório de sentença".

Sinpol

Em nota divulgada nesta quinta, o Sinpol considerou a decisão judicial "injusta e ilegal, e jamais vista na justiça de Pernambuco".

"Não há porque o presidente ser responsabilizado por uma atividade sindical, quando o mesmo estava atuando por uma pessoa jurídica, em defesa de uma instituição que representa toda uma categoria", disse.

A entidade informou que o departamento jurídico esta preparando "os recursos e medidas cabÍveis para reverter essa decisão".

Também por meio de nota, o sindicato disse que pede melhores condições de trabalho. Afirma, ainda, que há equipamentos públicos sucateados, "uma das piores estruturas do país".

"A nossa disposição é de dialogar e construir uma saída que seja justa, que seja honesta, e que tenha uma valorização mínima, real, para que a categoria possa produzir", afirmou a entidade.

Movimento

O Sinpol afirmou que rejeitou a proposta de 20% de aumento salarial oferecido pelo governo. Na terça (15), o movimentou afetou o atendimento ao público. Quem precisar prestar queixa, durante o movimento, pode usar a delegacia virtual.

Na quarta, a Secretaria de Defesa Social (SDS), disse que “está adotando todas as providências, seja nas esferas administrativa ou jurídica, para garantir a manutenção dos serviços de segurança à população." (Via: G1 PE)

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